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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Palhaços tristes

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Nos últimos meses deparei-me com algumas criaturas novas pelas paredes de Londrina. São palhaços. quase monocromáticos. De traços simples feitos a pincel e rolo, esses palhaços em branco e preto, com seus narizes vermelhos, ocupam várias paredes nas proximidades do Lago Igapó. Não conheço o autor. Havia visto alguns rabiscos destas formas em spray. Especificamente na área central. Entretanto, as figuras a qual me remeto são produzidas por largos traços de pinceis sobre um fundo branco. As imagens que compartilho neste post, estão nas ruas Astorga, Foz do Iguaçu e a Avenida Voluntários da Pátria . Essas imagens acima, realizadas Avenida dos Voluntários da Pátria, em um terreno baldio, por detrás de tapumes que cobriam o espaço, em breve serão apagadas, pois a área onde foram pintados, passa por reformas, e em breve se tornará um estacionamento de veículos. Nesta composição percebe-se os traços em spray. Linhas brancas e áreas pretas preenchidas por essa tinta. A...

As cores se renovam

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Londrina, 07 de janeiro de 2018. "Esse ficou mais bonito do que o outro que estava aqui" A arte não passa despercebida aos olhos dos moradores.  A fala acima é de um senhor, morador da Vila Casoni que descia à rua Rio Grande do Sul enquanto eu fotografava a parede pintada pelo CAP STYLE. Sua fala se remete à pintura anterior que cobria a parede, realizada pelo mesmo grupo, a atual provavelmente foi realizada no final de 2017. O muro fica próximo ao supermercado Condor e ao Estádio Municipal Vitorino Gonçalves Dias. O painel é assinado por Huggo, Carão e Corneta.

O Bosque de Londrina em três momentos

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Há pinturas que resistem a leis municipais e ao tempo. As crianças de Carão são resistentes, há aproximadamente um ano fotografei pela primeira vez o conjunto de crianças sorridentes pintadas em uma das paredes do Bosque Municipal. Essa semana retornei ao Bosque, e lá estavam elas. Com o sorriso aberto em seus traços naturalistas. Vasculhando meu acervo encontrei algumas imagens de pinturas entre 2009 e 2012. No mesmo local. Em 2012 fotografei esse momento. Um instante da pintura integrada a rotina da cidade. O tempo se deslocava entre o olhar perdido do personagem na parede e o homem que em seus lentos caminhava junto. A síntese do urbano. Nem o verde intenso da pintura deslocou a atenção do transeunte. Hoje, essa pintura não mais existe, em seu lugar, um tom meio verde, meio cinza. Uma cidade limpa. Um artista e sua obra Carão tem uma poética clara, seus trabalhos são dotados de uma individualidade inconfundível. Em 2014 se viu envolvido em polêmica...

Residencial Porto Alegre 2016

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Em 2016, fotografei essa composição na Rua Rio Grande do Sul, na Vila Casoni, em Londrina (PR). Um grafite imenso, na parede de fundo do Residencial Porto Alegre. Nela, novos grafiteiros, dos quais reconheci apenas o trabalho do MUKA. Seu traço caricato, em seu monstrinho verde povoa a cidade há algum tempo. Mas o grafite é assim mesmo, você, aos poucos vai descobrindo traços, cores e assinaturas.

Lembranças

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O negro    O drama Só         Em um muro O Negro Drama Em linhas negras Um branco drama                                          Lançado ao tempo O negro drama Ao sol e ao        vento Negro Drama A chuva lava a alma negra De seus dias Seus dramas                             O amarelo conta os dias Do Negro Drama                                      ...